A sério que sim
13.12.16

Segundo é noticiado, o governo encontrou uma "solução" para os "lesados do BES". A solução será anunciada na próxima sexta-feira por António Costa. Por outras palavras: na próxima sexta-feira, aqueles (os contribuintes) que irão realmente pagar a "solução" para os "lesados do BES" ficarão a saber o que foi decidido para o seu dinheiro. O corno é sempre o último a saber...

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link do postPor João Sousa, às 13:25  comentar

19.2.16

Não há ninguém que telefone ao Sindicato respectivo para denunciar uma clara situação de assédio moral sobre Carlos Costa? Aquilo que António Costa está a fazer é da cartilha esquerdista: semear o caos na sociedade para depois apresentar a sua Nova Ordem.

 

António Costa responsabiliza Carlos Costa por os "lesados do BES" ainda não terem sido ressarcidos. Curiosamente, ainda não ouvi António Costa querer que Ricardo Salgado e sus muchachos sejam responsabilizados por lesarem os "lesados do BES".

 

António Costa igualmente menciona a "solução" proposta pelo seu governo e que recolhe, segundo diz, o apoio de praticamente todas as entidades envolvidas - a começar pela tal entidade opaca chamada "lesados do BES". A transparência habitual de Costa leva a que tal solução seja mais ou menos desconhecida do eleitor e contribuinte. A manter-se o padrão visto no Banif, António Costa não fará desaparecer "lesados do BES " - simplesmente nos transformará a todos "lesados do BES".

link do postPor João Sousa, às 09:32  comentar

14.9.14

A RTP (o tal canal de televisão que está controlado pelo Governo) foi ouvir o velho Soares, esse grande economista, a propósito do BES. Nunca vi a RTP pedir a opinião do palhaço Batatinha sobre a política integracionista de Putin. 

 

Primeiro, acho queriducha a constante simpatia que as gentes do PS, um partido supostamente de esquerda, têm para com os bancos e o grande capital.

 

Segundo, parece óbvio que os banqueiros, certamente mal habituados pelo constante desvelo maternal com que o PS olha para as suas diabruras, encaram o dinheiro dos contribuintes como uma solução para os buracos cavados pelas suas vigarices.

 

Terceiro, ao contrário do que o jurássico Soares afirma, não foi o Governo a atirar o BES para o charco. O BES foi parar ao charco (ou melhor, às areias movediças, pois quanto mais se mexe mais se enterra) graças às "liberdades criativas" de uns cavalheiros que o dirigiam.

 

Quarto, a ameaça de "Quando Ricardo Salgado falar, e vai falar, as coisas vão ficar de outra maneira". Na essência, o decano Soares está a dizer que quem se mete com Ricardo Salgado, leva - tal como Jorge Coelho dizia que "quem se mete com o PS, leva". Aliás, acho que o PS poderia generalizar: quem se mete com os nossos, leva.

 

Acontece que eu quero que Ricardo Salgado fale. Eu quero que Salgado fale tudo - mas é mesmo tudo, não um "tudo" seleccionado para conveniência de alguns. Tenho a certeza de que haveria muitos nomes conhecidos nessa lista, a começar por alguns que contribuíram para o regresso da família a Portugal.

 

Quando foi o BPN, o governo de então achou por bem queimar dinheiro do contribuinte de forma a deixar toda a gente satisfeita: banqueiros e futebolistas que tomam pequenos-almoços. A coisa não correu bem. Agora, o Governo adoptou estratégia diversa: não acorrer com pazadas de dinheiro do contribuinte para tapar os buracos abertos por um burlão bem relacionado. Até pode acontecer que a coisa corra igualmente mal - mas é uma diferença de postura interessante.

link do postPor João Sousa, às 15:55  comentar

5.8.14

 

Há vários tipos de esquerda. Em Portugal, temos essencialmente dois.

 

Um deles é representado pelo PS e pelos estafermos que vão trocando de cadeiras nos seus orgãos de liderança. Trata-se daquela esquerda que não é bem esquerda mas também não é direita. Não se querem chatear com nada e estão convencidos que, independentemente do cavalo em que apostem, chegarão ao poder por osmose. Arrastam-se pelos bastidores da política, tentando agarrar-se à única carreira profissional na qual terão alguma real oportunidade.

 

O outro tipo de esquerda que Portugal alberga, de forma algo desafortunada, é corporizado pelos tontinhos do "eu é que sou o mais revolucionário", actuais e anteriores líderes, dissidentes e promotores dos 37.651 partidos que procuram orbitar a cada vez menos gravítica esfera de influência do Bloco de Esquerda.

 

Os felizes integrantes do primeiro grupo tornaram-se quase caricatos. A disputa interna, uma versão ordinária das primárias promovidas na política norte-americana, tem sido um espectáculo doloroso de assistir. Já cansou toda a gente e colocou em risco a vitória nas eleições legislativas face a uma coligação que, provavelmente, as perderia contra uma cadeira de escritório do IKEA.

 

Os segundos, elementos notáveis da burguesia portuguesa, são alvo do merecido desprezo da população. Os eleitores têm olhado para eles com o carinho que dedicam a Raymond, a personagem brilhantemente interpretada por Dustin Hoffman no filme Rain Man (1988), embora incapazes de lhes reconhecer o esporádico bilhantismo savant do irmão autista de Charlie Babbitt. Há, no entanto, manifestações de desonestidade intelectual que não devem passar em claro. É o caso da reacção da meia líder do Bloco Catarina Martins, após o anúncio da medida de resolução do Banco de Portugal, como resposta à situação do Grupo Espírito Santo.

 

De forma razoável, a crise será contida, pelo menos do ponto de vista teórico, dividindo o grupo em dois, ficando os principais accionistas responsáveis pelas perdas, com a criação de um badbank, sendo o BES recapitalizado com recurso a um empréstimo proveniente do fundo de recapitalização da banca nacional, criado para o efeito aquando do resgate português. É a única solução que protege os contribuintes e "chama à pedra" os principais accionistas do grupo, responsáveis pelas tomadas de decisão que criaram o caos. Catarina Martins, desonesta, desgrenhada e com os nervos à flor da pele, foi a primeira a tomar o palco, balbuciando um chorrilho de disparates, debitando uns soundbytes dirigidos a quem, de forma legítima, não compreende os contornos da operação.

 

É por causa de gentalha como esta que a política portuguesa é uma merda.

link do postPor António Pinto, às 12:38  comentar

24.7.14

Ricardo Salgado foi detido em casa. Este é um agradável sinal dos tempos: agora, banqueiros são detidos; no consulado de Sócrates, gente que já devia estar detida foi tornada banqueira.

link do postPor João Sousa, às 12:22  comentar


 
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