A sério que sim
28.3.12

Segundo o jornal Sol, o cretácico Arménio Carlos garantiu: "Tivemos uma grande greve geral". Disse também que além de ter existido uma "adesão significativa de trabalhadores à greve geral", "a pressão da greve geral instalou uma dinâmica que foi importante. Houve empresas que tinham mostrado indisponibilidade até para negociar cadernos reivindicativos e que fizeram aumentos e deram prémios salariais consideráveis". Para finalizar, adiantou que a greve levou ainda à sindicalização de muitos trabalhadores. Leia-se o resto da notícia: é um portento.

 

Não sei o que me assusta mais: se ele ser louco o suficiente para acreditar nisto; se ele ser louco o suficiente para achar que há gente que acredite nisto; ou se a possibilidade de haver gente louca o suficiente para DE FACTO acreditar neste sindicalismo.

link do postPor João Sousa, às 14:13  comentar

22.3.12

Eu não me recordo de quais, nestas greves dos últimos meses, foram "gerais". No entanto, recordo-me perfeitamente das greves gerais de 1982.

 

Pode ser argumentado que esta diferença de percepção explica-se pela minha juventude em 82, para a qual tudo aquilo seria novidade. Não o creio, até porque não é assim que a minha memória fuciona e uma greve geral, na prática, apenas significava um dia sem (ou com muito poucas) aulas.

 

A explicação, acredito, está na banalização. Hoje, as greves gerais são convocadas pelo encrostado Arménio para justificar a existência do seu próprio posto.

 

Resultado da privatização da economia, uma greve geral tem hoje pouco mais efeito que uma greve sectorial nos transportes. A CGTP tinha dois caminhos possíveis. Por um lado, podia revalorizar o conceito de greve, usando-a com mais parcimónia e baseando-a em argumentário sério. Escolheu, claro, o segundo caminho: greves sucessivas e manifestações em fila indiana, que já pouco mais despertam nas pessoas do que a reacção de uma inconveniência folclórica.

 

Corre-se o risco de, tal como na fábula, um dia o lobo vir e ninguém já dar importância aos gritos de Pedro. E isso é mau: mau para os trabalhadores que o sindicalismo é suposto representar e defender; e mau para uma democracia que se quer saudável e perde assim uma das suas ferramentas. 

 

Mas também, quanto mais conheço Arménio Carlos, menos me parece que "democracia saudável" esteja no topo das suas preocupações...

link do postPor João Sousa, às 12:11  comentar

7.11.11

Vasco Lourenço, ilustríssimo capitão de abril (alguém sabe o que isso é?), resolveu vir a terreiro largar mais umas atoardas.

 

Já há uns dois dias que ninguém falava da "exploração que o capital faz aos trabalhadores", essa cassete caduca...

 

link do postPor António Pinto, às 16:37  comentar


 
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