A sério que sim
8.10.13

 

Não percebo tanta agitação em torno do novo acto de deliquência planeado pela nefasta CGTP.

 

Neste, pelo menos, eu vejo uma oportunidade cheia de potencial...

link do postPor António Pinto, às 11:25  comentar

8.2.13

Sou insuspeito de simpatizar com o secretário-geral da UGT. Não posso, contudo, deixar de reconhecer as diferenças de estilo entre João Proença e Arménio Carlos.

 

Repare-se nas distintas posições de ambos sobre o caso Franquelim Alves:

 

O secretário-geral da UGT, João Proença, reconhece que a nomeação do ex-administrador da SLN/BPN Franquelim Alves para o Governo foi "infeliz", mas lembra que este apenas esteve ligado à reestruturação do BPN e nunca foi acusada de "qualquer ato ilícito".

 

Questionado igualmente à entrada da reunião sobre a polémica em torno da nomeação de Franquelim Alves, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apenas disse: "os amigos são para as ocasiões".

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link do postPor João Sousa, às 11:19  comentar

28.3.12

Segundo o jornal Sol, o cretácico Arménio Carlos garantiu: "Tivemos uma grande greve geral". Disse também que além de ter existido uma "adesão significativa de trabalhadores à greve geral", "a pressão da greve geral instalou uma dinâmica que foi importante. Houve empresas que tinham mostrado indisponibilidade até para negociar cadernos reivindicativos e que fizeram aumentos e deram prémios salariais consideráveis". Para finalizar, adiantou que a greve levou ainda à sindicalização de muitos trabalhadores. Leia-se o resto da notícia: é um portento.

 

Não sei o que me assusta mais: se ele ser louco o suficiente para acreditar nisto; se ele ser louco o suficiente para achar que há gente que acredite nisto; ou se a possibilidade de haver gente louca o suficiente para DE FACTO acreditar neste sindicalismo.

link do postPor João Sousa, às 14:13  comentar

22.3.12

Eu não me recordo de quais, nestas greves dos últimos meses, foram "gerais". No entanto, recordo-me perfeitamente das greves gerais de 1982.

 

Pode ser argumentado que esta diferença de percepção explica-se pela minha juventude em 82, para a qual tudo aquilo seria novidade. Não o creio, até porque não é assim que a minha memória fuciona e uma greve geral, na prática, apenas significava um dia sem (ou com muito poucas) aulas.

 

A explicação, acredito, está na banalização. Hoje, as greves gerais são convocadas pelo encrostado Arménio para justificar a existência do seu próprio posto.

 

Resultado da privatização da economia, uma greve geral tem hoje pouco mais efeito que uma greve sectorial nos transportes. A CGTP tinha dois caminhos possíveis. Por um lado, podia revalorizar o conceito de greve, usando-a com mais parcimónia e baseando-a em argumentário sério. Escolheu, claro, o segundo caminho: greves sucessivas e manifestações em fila indiana, que já pouco mais despertam nas pessoas do que a reacção de uma inconveniência folclórica.

 

Corre-se o risco de, tal como na fábula, um dia o lobo vir e ninguém já dar importância aos gritos de Pedro. E isso é mau: mau para os trabalhadores que o sindicalismo é suposto representar e defender; e mau para uma democracia que se quer saudável e perde assim uma das suas ferramentas. 

 

Mas também, quanto mais conheço Arménio Carlos, menos me parece que "democracia saudável" esteja no topo das suas preocupações...

link do postPor João Sousa, às 12:11  comentar

14.2.12

A primeira impressão que tive de Arménio Carlos foi a de uma pessoa perigosa. Quando diz que "se as medidas de austeridade em Portugal se agravarem, os cidadãos devem sair à rua e protestar, tal como os gregos os têm feito", cogito se "como os gregos" implica pilhagens, carros e prédios incendiados, pedras e cocktails molotov. Quando afirma crer "que a maior violência que está a ser imposta são as medidas de austeridade", deixo de ter dúvidas e fico com a certeza.

 

Arménio Carlos tem o olhar esgazeado e o discurso truculento dos fanáticos. A sua evidente ortodoxia quase faz, por comparação, Carvalho da Silva parecer uma pessoa moderada. E embora Eça dissesse que "em Portugal tudo faz sono - até a anarquia", acredito haver umas franjas, ébrias dos ensinamentos de Assange e Anonymous, que fremem na ânsia de um pouco de ultra-violence. Podem não ser muitos, mas para explodir um barril de pólvora basta um pequeno rastilho - e Arménio parece-me o tipo de pessoa para lhe chegar o fósforo com um sorriso de satisfação.

link do postPor João Sousa, às 12:05  comentar

27.1.12

Decorre, por estes momentos, o congresso da CGTP. Carvalho da Silva despede-se (?) do cargo de líder sindical depois de 35 anos de uma brilhante carreira... de nada. A um sindicalista devoto e profissional, comunista e católico (assim o definiu a RTP), nada mais se lhe reconhece, como contributo social, económico ou qualquer outro, do que a instigação à agitação social gratuita e a organização de manif's vermelhas a descer a Avenida. Parece ser esta a fórmula mágica para ser um sindicalista de carreira em Portugal: pôr a cassete a tocar e sair para a rua, de cartazes na mão. Em sede própria, nem uma proposta aproveitável.

 

Perante aquilo que seria uma oportunidade para mudar de rumo e colocar o sindicalismo português na senda do excelente trabalho feito por sindicatos em alguns países da Europa, a CGTP adopta a postura que qualquer organização de matriz comunista tem adoptado ao longo da história de erros que tem sido o comunismo no Mundo: assobiar para o lado, cerrar fileiras e ensimesmar-se. Arménio Carlos parece ser mais do mesmo ou pior: um sindicalista encartado com um percurso profissional totalmente desconhecido, fiel seguidor da doutrina comunista desde há 30 anos (não é díficil, está exactamente igual), cego às importantes mudanças sócio-económicas que o planeta atravessou nas últimas décadas, prepara-se para manter a pesada intersindical de cachaço erguido e pêlo eriçado, rosnando à sociedade que vai calmamente passando por si.

link do postPor António Pinto, às 15:03  comentar


 
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