A sério que sim
13.1.17

O Estado emitiu dívida pagando 4,23% de juros. Esta taxa é "só" quase 1,4% superior ao pago no ano passado, "só" 1,7% superior ao pago em 2015, e "só" superior à já exuberante percentagem que a DBRS impunha como condição para não descer a cotação (entretanto, perante o continuado subir das taxas de juro, já relativiza aquilo que antes era absoluto).

 

E Marcelo, o que faz o afectuoso Marcelo perante este cenário já visto em 2010 e 2011? Pois afirma "não haver razão para alarme", debitando umas talhadas de spin que, pelo seu descabelado, só podem ter sido sopradas ao presidencial ouvido por Galamba e Centeno.

Francamente, quando li as desdramatizações de Marcelo, só consegui pensar nesta imagem:

0622153663045176.jpg

 

tags:
link do postPor João Sousa, às 12:05  comentar

7.6.15

A ministra das Finanças anunciou (...) que o Governo vai (...) antecipar este mês o pagamento de 2 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional para poupar nos juros.

Não percebo para quê a pressa em pagar. Mais ano, menos ano, o próximo governo PS irá voltar a pedi-los.

link do postPor João Sousa, às 10:45  comentar

6.4.14

As finanças do PS têm, segundo notícia do Expresso, um buraco de 3,6 milhões de euros. O PS continua a mostrar, é inegável, um talento especial para dívidas e bancarrotas.

tags: ,
link do postPor João Sousa, às 12:45  comentar

19.3.14

 

Analisemos as seguintes declarações:

"O primeiro-ministro criticou a proposta (...) de reestruturar a dívida portuguesa, dado que isso significa um "calote aos credores e significaria que Portugal passaria a fazer parte da lista negra". (...) reestruturar uma dívida significa pagar um preço em miséria, desemprego e falências e, pior do que isso, significa pôr em causa o projecto europeu e a moeda única."

E agora analisemos estas:

"Teria assinado o manifesto (que defende a reestruturação da dívida), porque estou de acordo com ele"

As primeiras pertencem a Sócrates, em 2011, quando ainda era primeiro-ministro. As segundas também (!), tendo sido proferidas no seu magazine domingueiro, em pleno 2014. Sócrates, o bandoleiro, está a perder qualidades: já demora 3 anos a dizer uma coisa e o seu contrário.

 

link do postPor António Pinto, às 17:14  comentar

15.3.13

O envolvimento da Caixa Geral de Depósitos na La Seda, projecto apadrinhado pelo governo de Sócrates - foi mesmo uma das suas orgulhosas bandeiras -, pode custar ao banco até 500 milhões de euros. O financiamento de Berardo, essa outra bandeira - também orgulhosamente exibida - de Sócrates, pode custar à CGD - segundo algumas estimativas - perto de 300 milhões de euros.

 

Aqui está: dois projectos pelos quais Sócrates deu a(s) cara(s) e o verbo, podem custar à CGD perto de 800 milhões de euros. E sendo a CGD um banco público, há-de ser o contribuinte quem paga uma larguíssima parcela.

 

É só mais uma alínea da herança que o ex-Querido-Líder nos deixou.

link do postPor João Sousa, às 13:16  comentar

15.12.11

Os vice-presidentes da bancada parlamentar socialista são tantos que, na prática, é um título que nada vale. Como diria um filósofo, todos são vice-presidentes - e por isso ninguém o é.

 

O António, lá atrás, comenta as declarações de Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada socialista e líder do PS-Aveiro e pretérito presidente da JS. Eu acrescento o pormenor de PNS, certamente para evitar interpretações abusivas das suas palavras, vir esclarecer que:

 

"Eu não disse que o Governo português não deve pagar a dívida e honrar os seus compromissos. Aquilo que eu digo na minha intervenção é que o Governo português tem obrigação de defender os interesses do seu povo e que os interesses do povo que o elegeu estão em primeiro lugar. Numa situação de grande dificuldade, e se se agravar, o Governo deve usar todas as armas negociais ao seu dispor para impor condições mais favoráveis ao pagamento da própria dívida", explica.

 

Mas e que armas são essas? "Só temos uma arma: a própria dívida", responde.

 

A maleabilidade de princípios destes políticos carreiristas enternece-me. Por um lado, "claro que pagamos"; por outro lado, "portem-se bem senão não pagamos". A ideia de que a arma para negociar a dívida é a própria dívida, mais não é do que colocar em prática a teoria "se devemos bastante dinheiro ao credor, é o credor que está em apuros" (e que eu já invoquei a propósito do devedor-mestre).

 

Carlos Zorrinho, esse, o (único) presidente da bancada socialista, veio fazer aquilo que os jornalistas benevolentes chamam "colocar água na fervura" - e eu chamo "falta de vergonha". Que "devemos ter em conta o contexto em que as declarações foram feitas"; que "usou uma imagética muito rica e eventualmente excessiva".

 

Não lhe faz confusão, a este ingénuo Zorrinho, que as declarações tenham sido proferidas por alguém que é, logo por azar, membro da comissão parlamentar de acompanhamento das medidas da troika, e que por isso devia ter a noção do peso que tais inanidades têm na imagem do país. Talvez devamos recordar que Cavaco Silva exigiu a demissão de alguém por causa de uma anedota. Zorrinho, por seu lado, não demite a própria anedota - antes "mantém a confiança política".

 

E é este o PS que temos e temos tido. Um PS que hoje se está marimbando para os nossos credores, se está marimbando para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal, se está marimbando que nos chamem irresponsáveis - tal como no passado se esteve "cagando" para o segredo de justiça.

 

Vil.

tags: ,
link do postPor João Sousa, às 12:49  comentar

O partido socialista, nesta altura da sua existência sem rei nem roque, está, paradoxalmente, a mostrar a sua essência mais do que alguma vez se atreveu a fazer no passado. Primeiro, através do ex-líder despótico que, a partir do seu exílio dourado, afirmou, para quem quisesse ouvir, que a ideia de um Estado pagar a sua dívida é infantil. Agora, isto.

 

Uma frase como “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos.", proferida por um vice-presidente da bancada parlamentar da dita agremiação, diz tudo sobre ela. A dita bancada, que mais parece um painel de honra da Masnada napolitana, tem sido, aliás, pródiga neste género de atitude. Vejo agora que fui injusto ao afirmar que o ps de seguro não propõe medidas...

tags: ,
link do postPor António Pinto, às 09:29  comentar

7.12.11

Sócrates saiu do armário: as dívidas não se pagam!

link do postPor António Pinto, às 14:52  comentar

27.10.11

A cimeira dos líderes europeus, surpresa das surpresas, resultou na tomada de decisões. Depois de meses e meses de arrastamento e marasmo, alguém se lembrou de tirar a cabeça da areia e, bem ou mal, tentar fazer alguma coisa para travar a incessante galopada da crise das dívidas soberanas. A consequência mais imediata das deliberações levadas a cabo (nomeadamente a respeitante ao perdão de 50% da dívida helénica), cá no burgo, será, com certeza, uma exaltação do coro da nossa esquerda marxista, quais arautos da inevitabilidade, afirmando que há muito tinham definido esse como o único caminho possível. Daí a deduzir que se foi possível para a Grécia também será possível para Portugal será um minúsculo passo. A ver!

 

No chorrilho de críticas feitas por pessoas que nada percebem acerca de coisa nenhuma, que aparece sempre que alguém faz alguma coisa, já li, algures, que o reforço do Fundo de Estabilização para 1 bilião de euros (valor que, pela sua dimensão, manifestamente, ninguém consegue sequer compreender) iria implicar uma contribuição portuguesa e, consequentemente, mais medidas de austeridade. Lendo até ao fim, bom hábito que se foi perdendo com o passar dos anos, fica claro que o reforço do fundo não será efectuado com recurso a contribuições adicionais por parte dos países da zona Euro, mas sim por um misto de privados e investimentos financeiros de larga escala. Mas pedir a esta gente para ler qualquer coisa é, claramente, pedir demais.

 

link do postPor António Pinto, às 10:56  comentar


 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO