A sério que sim
21.10.15

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O pequenino e nada augusto César dos Açores - sim, o tal que em Julho queria mudar a lei para impedir "detenções sem acusação" - diz que só mostra o acordo com o Bloco de Esquerda depois de António Costa ser indigitado Primeiro-Ministro.

 

Como é que é?

 

Mas esta gente acha-se mesmo dona disto tudo, e com um direito natural ao exercício de poder sem respeitar as regras e sem qualquer escrutínio! António Costa edil quis esconder documentos sobre decisões camarárias porque "abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político". António Costa candidato a primeiro-ministro anunciou que tinha debatido soluções com os "lesados do BES" mas não as ia expor publicamente antes das eleições. O pretendente-a-indigitado António Costa afirma, pela boca do nosso Little Caesar, que pretende ser primeiro-ministro graças a um acordo - que só mostrará depois de ser primeiro-ministro.

 

Isto já não é um caso para o Ministério da Justiça - mas sim para o Ministério da Saúde.

link do postPor João Sousa, às 20:12  comentar

A pressa de António Costa e sus muchachos deve-se apenas à egomania do primeiro não lhe permitir aceitar o seu absoluto fracasso? Ou tanta pressa deve-se ao núcleo duro de um partido político querer estancar, o mais depressa possível, isto?

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(Imagens retiradas do portadaloja)

link do postPor João Sousa, às 19:52  comentar

16.10.15

Costa, honra lhe seja feita, conseguiu múltiplos impossíveis: perdeu uma eleição que estava ganha à partida; pode vir a formar um governo - após fortemente derrotado nas urnas - mercê de uma leitura literal das leis que, até hoje, por cortesia nunca foi feita; e, mais impressionante, coloca o PS à beira do poder e, POR ISSO, transforma-o num autêntico saco de gatos.

link do postPor João Sousa, às 20:58  comentar

14.10.15

O pequeno César dos Açores diz que o PSD "assumirá responsabilidades se romper diálogo com o PS". Mas qual diálogo? Até agora o que se tem visto é o PSD a falar - e o PS, nas mesas de trás, a ler o Facebook.

link do postPor João Sousa, às 18:06  comentar

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É impressão minha ou António Costa passa mais tempo em entrevistas a agências noticiosas e em reuniões com embaixadores - do que na mesa de negociações?

link do postPor João Sousa, às 12:55  comentar

A coligação está a fazer o possível - mostrar que António Costa, com Centeno a reboque, vão para a mesa de negociação dispostos a tudo menos à negociação.

 

António Costa foi-nos vendido pela máquina de propaganda socialista - e comunicação social - como o portador da luz que nos iria guiar para fora da noite austeritária. Como o outro "portador da luz", vemos que também prefere reinar no Inferno.

link do postPor João Sousa, às 12:46  comentar

13.10.15

"Ou seja, o Dr. António Costa consegue, com a sua máquina de propaganda, tornar numa derrota a vitória que Dr. António José Seguro teve nas Europeias e tornar numa vitória a derrota que ele próprio agora teve nas legislativas"

Vasco Mina no Corta-Fitas

link do postPor João Sousa, às 11:04  comentar

Já várias pessoas, em blogues e jornais, referindo-se ao putativo governo de esquerda unida (apesar de cada um desses partidos ter perdido as eleições por larga margem), disseram que o importante é termos estabilidade governativa, em particular no momento de precariedade que ainda se vive. Ora eu contraponho que esse argumento é pernicioso: no limite, leva a defender a ditadura por ser o tipo de regime mais estável; e curiosamente, ao pormenorizar a precariedade como um incentivo maior para a estabilidade, estão a defender - com seriedade - aquilo que Manuela Ferreira Leite disse como piada (e por vós tão vilipendiado foi).

link do postPor João Sousa, às 11:00  comentar

9.10.15

Eu não estive nas "reuniões" de António Costa, mas deito-me a adivinhar que ele imporá duas condições inegociáveis: receber o Ministério da Justiça e nomear Rui Rangel para a Procuradoria Geral da República.

link do postPor João Sousa, às 13:19  comentar

Então, vamos a ver se eu percebo.

 

Há anos, a Esquerda rasgava as vestes por Santana Lopes ser nomeado primeiro-ministro pela bancada com maioria parlamentar e cujo programa eleitoral tinha sido o mais votado - com o argumento de que não tinha sido ELE o eleito pelos votantes.

 

Hoje, a mesma Esquerda não vê problemas em formar governo com um primeiro-ministro que SE APRESENTOU a eleições e cujo programa eleitoral NÃO FOI o mais votado. Na verdade, se a Esquerda argumenta que perto de 62% do eleitorado rejeitou o programa eleitoral da coligação, quase 68% rejeitou o do PS - incluindo os eleitores daqueles partidos que se querem agora, muito convenientemente, juntar a ele.

 

Não, coerência - ou falta dela - não é a palavra adequada. Canalhice -  esta é que é a palavra que eu procurava.

link do postPor João Sousa, às 11:15  comentar


 
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