A sério que sim
8.10.13

 

Não percebo tanta agitação em torno do novo acto de deliquência planeado pela nefasta CGTP.

 

Neste, pelo menos, eu vejo uma oportunidade cheia de potencial...

link do postPor António Pinto, às 11:25  comentar

4.3.13

 

Joana Amaral Dias dizia, algures no meio de uma aula de civismo e honestidade intelectual que lhe foi generosamente dada por António Pires de Lima, que as forças políticas tinham não só o direito como o dever de influenciar "as ruas".

 

Primeiro: é bom ter a confirmação de que não houve qualquer presença política na manifestação.

 

Segundo: a senhora já mudou outra vez de casa?

 

link do postPor António Pinto, às 14:41  comentar

Assistimos, no sábado, a mais uma manifestação. À pretensão inorgânica de um movimento claramente organizado, juntaram-se os emplastros do costume (PCP, BE e CGTP). Esta é, para mim, uma das fraquezas destes "movimentos cívicos". A permeabilidade a estruturas políticas de extrema-esquerda, os cravos vermelhos e os punhos erguidos irão sempre afastar das manifestações pessoas que, apesar de terem legítimas razões para protestar, não se reconhecem no estilo caceteiro da esquerda portuguesa.

 

Foram-se aventando, ao longo do fim-de-semana, números que desde logo me pareceram absurdos: 500 mil, 800 mil em Lisboa, mais de 1,5 milhões no país... o Público analisou a questão. Concluíu que o Terreiro do Paço cheio (que não estava, nem de perto nem de longe) leva cerca de 180 mil pessoas, isto contando com uma densidade de 4 pessoas por metro quadrado (para se ter uma ideia, a densidade observada no metropolitano, em hora de ponta). Isto reforça, claramente, a minha primeira ideia.

 

Claro que vozes se ergueram contra estes números. Verdades desconfortáveis que atrapalham mitos não são bem-vindas. Há sempre uma solução: fazer uma manifestação contra o Público.

link do postPor António Pinto, às 12:06  comentar

18.9.12

Independentemente de se concordar ou não com a medida relativa à TSU ou outras, espanta-me algo: este povo activo e atento, participativo e informado, que agora sai à rua por uma causa e se empenha em transmitir os seus sentimentos, é exactamente o mesmo povo que, ao longo de 6 penosos anos durante os quais Portugal caminhou o seu "green mile", foi passando os seus sábados soalheiros nas praias da Costa.

 

Porque será?

link do postPor António Pinto, às 11:12  comentar

17.9.12

Quando eu leio os bloggers da esquerda mais retinta a relatar a manifestação de Sábado - são os amanhãs que cantam, é o sair da longa noite da Direita, é a paz e o amor e a harmonia entre as classes, são os cravos, são os admiráveis mundos novos, é o sol que sorri e os passarinhos que dançam -, questiono-me se algum deles amadureceu para além da adolescência.

 

Ou talvez, simplesmente, passem os dias completamente charrados. Isso explicava aqueles barretes...

link do postPor João Sousa, às 11:17  ver comentários (2) comentar

15.9.12

Eu já antes comentei isto: quando se dá relevância às declarações de alguém, é jornalismo questionável não mencionar detalhes públicos sobre esse alguém que possam influenciar a interpretação que se lhes faz.

 

Há alguns dias, o jornal I fez um artigo sobre a organização da eventual manifestação de hoje à tarde. Nesse artigo, é-nos apresentado um dos responsáveis pelo manifesto da convocação, Luis Bernardo, como ex-jornalista.

 

Resumir o currículo deste sr. Luis Bernardo a "ex-jornalista" parece-me altamente redutor - e desinformativo. Luis Bernardo tornou-se ex-jornalista em 1997, mas tem no seu trajecto profissional alíneas muito mais recentes e que podem fazer-nos reinterpretar o seu papel nesta manifestação: Luis Bernardo foi o fidelíssimo assessor de imprensa de José Sócrates, o seu maior especialista de spin e o tal "Luis" do famoso:

 

 

Luis Bernardo era tão íntimo de Sócrates e da sua comitiva que foi enviado em Março de 2008 (a expensas do contribuinte?) para estudar in situ a campanha eleitoral de Zapatero - como preparação para a campanha das legislativas portuguesas, disputadas daí a um ano e meio(!!!). Luis Bernardo, que é militante do PS desde que saiu da adolescência, até se tornou jornalista por acaso: quando entrou para a TVI, era para escrever guiões (já então um ficcionista). Luis Bernardo é o ex-jornalista que não consegue conceber um jornalismo sem estar ligado a interesses políticos. Luis Bernardo é, afinal, o ex-jornalista que, desde que o deixou de ser, tem trabalhado como assessor para o Partido Socialista.

 

A repórter e a redação do jornal I não consideraram relevante para a notícia a referência a este rico currículo do ex-jornalista Luis Bernardo? Porquê? Será porque, se o fizessem, teriam forçosamente de perguntar:

 

O que faz o assessor de imprensa do Primeiro-Ministro que nos trouxe a troika na organização de manifestos intitulados "Que se lixe a troika"? Não acha haver aqui uma certa hipocrisia?

link do postPor João Sousa, às 10:25  comentar

17.7.12

A enorme manifestação anti-Relvas, que nasceu nas redes sociais e que, pelos vistos, por lá se ficou, juntou apenas 500 revolucionários. Dos mais de 3 mil que haviam confirmado a sua presença via Facebook, cerca de 2500 não chegou a perceber que o ajuntamento iria ocorrer fora do mundo virtual. 

 

Este mega-movimento, gerado por quem não tem nada que fazer e alimentado por interesses jornalísticos com quem Relvas ousou meter-se, foi uma montanha que pariu um rato. Fico satisfeito, não por nutrir particular simpatia por Miguel Relvas, mas por verificar que a estratégia dos media de tentar derrubar uma figura, seja ela qual for, através do enxovalho barato e à custa desse enorme guarda-chuva chamado jornalismo de investigação, não pega por estas bandas. Gostava que me esclarecessem: quem faz isto é melhor do que Relvas?

 

A manifestação convocada por Miguel Gonçalves Mendes (o realizador do documentário acerca de Saramago e da mulher que lhe escrevia os livros, Pilar), claramente apartidária, pois claro, foi tratada pelo comum dos mortais com a vénia do desprezo. Esteve lá, no entanto, Manuela Moura Guedes, seguramente saudosa dos tempos de liberdade de expressão do sultanato socrático.

link do postPor António Pinto, às 12:17  comentar


 
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