A sério que sim
7.2.13

Tenho ouvido e lido sobre este assunto "Franquelim Alves" com alguma displicência e desinteresse. Diz-se por aí que o Governo podia ter evitado este embaraço ao não nomear alguém envolvido no escândalo BPN.

 

Ontem, finalmente movido pela curiosidade, lá fui procurar alguma informação sobre o assunto. Franquelim Alves, se vi correctamente, foi para o BPN no final de 2007, um par de meses antes de Oliveira e Costa tentar fugir, e anos, muitos anos depois de cometido o grosso das fraudes que levaram à queda do banco.

 

A Oposição quer a cabeça de Franquelim numa bandeja. A Oposição diz que Franquelim, entrado em finais de 2007 para um posto algo lateral, é cúmplice - por acção ou inacção - no escândalo BPN.

 

Ora se é essa a posição da Oposição em relação a Franquelim, o que dizer de Vitor Constâncio, suposto fiscalizador do sistema bancário, sob cujo nariz se passaram todos - TODOS! - os factos criminosos, e nunca mostrou particular urgência no seu escrutínio, nem particular reconhecimento da sua negligência?

 

Eu não estou a defender a inocência de Franquelim Alves, até porque Miguel Relvas já o veio defender - e ser-se defendido por Relvas é sempre suspeito. Apenas afirmo que se ele é culpado por ter estado três meses sob a gestão de Oliveira e Costa, há por aí, em BCEs e Universidades, gente com muito maior e mais prolongada responsabilidade pelo estado a que o caso chegou - sem que à Oposição tal lhe mova um cabelo fora do sítio.

link do postPor João Sousa, às 15:47  ver comentários (1) comentar

30.7.12

Parece que a ASAE está a fazer menos recolhas de amostras alimentares (como se não houvesse outras entidades com competências para tal, como a DGAV). De pronto, José António Seguro, com o seu ar de puto birrento, veio exigir coisas. Exige esclarecimentos ao Primeiro-Ministro sobre o caso. Admite exigir esclarecimentos à ministra da Agricultura. Consta que já exigiu esclarecimentos à porteira do prédio. Seguro é peremptório: "Neste momento, o que é necessário é rapidamente tranquilizar os portugueses".

 

E é verdade que reina uma grande intranquilidade nas ruas sobre este problema. Ao longo das praias, milhares de portugueses retorcem-se de preocupação. Ainda há pouco, quando fui à mercearia aqui do bairro, vi dois almeidas debaterem com consternação as possíveis consequências para a indústria dos enchidos.

 

Eu estou como Seguro: preocupado. Não se deve brincar com a comida - é um dos meus lemas. Eu estou intranquilo com a forma como este Governo tem gerido a actividade da ASAE e pretendo - não, exijo! - explicações do Primeiro-Ministro. E ele pode começar por esclarecer o que raio impediu o fecho imediato da ASAE, o desmantelamento da sua estrutura paramilitar e o desterro do lamentável António-Torquemada-Nunes para uma qualquer aldeia remota, onde se possa entregar alegremente à missão terrena de medir o tamanho dos caracóis servidos na tasca e a temperatura da água com que lavam os copos.

link do postPor João Sousa, às 09:49  comentar

8.7.12

Este caso Relvas também contribui para perceber (se alguém ainda tinha dúvidas...) a moral que rege a Esquerda que se movimenta no arco do Poder. Os socratistas não se chocam com a hipotética pulhice de Relvas; apenas se deliciam por os seus adversários, afinal, poderem ser tão pulhas como eles próprios. Ou seja, aquela gente não tenta invocar ou aparentar um comportamento acima de suspeitas; satisfaz-se apenas em apontar que os adversários também não conseguem evitar meter a mão no pote das bolachas.

 

Isto é o grau zero dos intérpretes da política, e mostra como não se pode esperar nada da Oposição.

link do postPor João Sousa, às 18:00  comentar

28.4.12

Maria Filomena Mónica, em entrevista ao jornal I, quando questionada sobre o desempenho da oposição que vamos tendo, responde certeira e lapidar:

 

A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de "sciences po", depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados. O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir. Depois de tantos processos em que mentiu, aldrabou, não depôs, ninguém percebeu o que se passou com o Freeport, os portugueses perguntam-se onde foi ele buscar dinheiro para estar em Paris. Quem é que lhe paga as despesas e o curso? A esquerda socialista tem ali este belo exemplar a viver no 16ème, e um sucessor que não inspira ninguém. O PCP vive num mundo antes da queda do Muro de Berlim, e o Bloco de Esquerda habita em Marte.

 

Só discordo em parte minúscula da formulação: Sócrates foi um delinquente político - mas também foi um político delinquente.

link do postPor João Sousa, às 12:49  comentar

28.11.11

 

 

Como envelheceu o líder da oposição, em apenas 4 meses...

link do postPor António Pinto, às 10:44  comentar


 
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