A sério que sim
17.2.17

O Público titula que "Ambiente falhou medição de enxofre no ar em Setúbal" a propósito do incêndio na Sapec Agro que libertou vastas quantidades de dióxido de enxofre. Fosse há um par de anos e o título seria algo do género "Cortes orçamentais deixam viatura avariada incapaz de medir enxofre no ar em Setúbal". Mas talvez seja cinismo meu. Talvez isto não seja mais do que seriedade na linha editorial agora que David Diniz está ao leme.

link do postPor João Sousa, às 09:04  comentar

1.6.16

Bárbara Reis deixa a direcção do Público. A ver se, finalmente, o Público volta a ser um jornal - em vez de um panfleto.

link do postPor João Sousa, às 08:02  comentar

7.2.16

Algo de errado se passa com o meu browser: eu escrevo publico.pt no endereço mas ele insiste em encaminhar-me para o Acção Socialista.

link do postPor João Sousa, às 19:51  ver comentários (1) comentar

2.2.16

O editorial de hoje do Público mostra um jornal que já foi de referência a estatelar-se no chão - e continuar a escavar. Escrito num linguajar que não destoaria na página web do Bloco de Esquerda (ou num blogue de João Galamba), afirma que Bruxelas tem uma "agenda autista" e que os credores, membros da troika, "escrevem uma coisa e fazem outra, como inimputáveis em permanente risco de surto psicótico". Mas o auge do delírio é o magnífico parágrafo final:

É fundamental que Bruxelas perceba que a vontade dos portugueses conta e que há um antes e um depois de 4 de Outubro de 2015. Um Governo que não faça valer a sua legitimação nas urnas não está só a defraudar os eleitores, mas a contribuir também para a criação de uma caricatura da própria democracia. Mas quem se quer fazer respeitar e ouvir não pode enviar sinais errados. As 35 horas e a reintrodução dos feriados são mesmo prioridades?

O Público quer que "Bruxelas perceba que a vontade dos portugueses conta" - quando o próprio governo que temos resulta de a vontade dos portugueses não ter sido levada em conta. O Público afirma que "Um governo que não faça valer a sua legitimação nas urnas" (está, suponho, a falar do governo de Costa cuja legitimidade resulta de ter sido derrotado nas urnas) "não está só a defraudar os eleitores" (está, suponho, a falar do governo de Costa cuja existência defrauda os eleitores) "mas a contribuir também para a criação de uma caricatura da própria democracia." (está, suponho, a falar do governo de Costa cuja criação, depois de pesadamente derrotado nas urnas, resulta de uma visão caricatural da democracia).

 

Eu continuo a não compreender a relação que Belmiro de Azevedo tem para com o Público. 

link do postPor João Sousa, às 21:18  comentar


 
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