A sério que sim
19.6.13

Sérgio Azevedo, deputado do PSD, apresentou um relatório sobre as PPP em que as "opções" do governo Sócrates são arrasadas. Rui Paulo Figueiredo, o homem omnipresente, considera este relatório "uma banalidade confrangedora".


Confesso que não é frequente, mas desta vez estou do lado do deputado socialista. Infelizmente para (quase todos) nós, as notícias de irregularidades nas decisões socráticas já se tornaram demasiado banais.

tags: ,
link do postPor João Sousa, às 09:14  comentar

12.6.12

Em entrevista ao Sol (edição de 08/06), o nosso ex-secretário de Estado preferido Paulo Campos garantiu:

 

É totalmente falso que eu tenha dado qualquer orientação ao INIR.

 

No I de hoje, pode-se ler que afinal

 

Regulador do sector rodoviário diz que recebeu orientações do gabinete do ex-secretário de Estado para praticar “significativas omissões de informação” ao TC.

 

Na verdade, lá para o final da notícia, é tudo mais bem explicado:

 

A carta do InIR ao Tribunal de Contas, que também surge publicada num anexo da auditoria ao modelo de gestão, financiamento e regulação do sector rodoviário divulgada em Maio pelo TC, salienta ainda alguns dos “factos relevantes omitidos por força das orientações da tutela”, citando mesmo emails do gabinete do então secretário de Estado das Obras Públicas para o InIR a solicitar “que previamente ao envio das respostas para o TC seja dado conhecimento prévio a este gabinete” ou “que logo que possível faça chegar o ‘draft’ de que falámos”, referindo-se neste caso ao contraditório a entregar pelo InIR. Um outro email do gabinete de Paulo Campos vai mais longe e avança com respostas alternativas: “A resposta deverá ser: ‘O InIR não dispõe de dados para responder a esta questão.’” Ou ordens: “Devem ser retiradas as referências à forma como a EP envia os contratos e ao prazo em que o InIR tem verificado os mesmos.”

 

Ah, mas isto não são, nas sages palavras de Paulo Campos, "orientações ou determinações". Serão, quando muito, "comentários", "troca de impressões entre técnicos". Posso também sugerir "conselhos fraternos"?

 

Alguém quer apostar comigo que, daqui a uns tempos, quando a coisa estiver ainda mais clara, Paulo Campos vai recorrer ao argumento dos espertalhões "as ordens podem ter partido do meu gabinete, mas não fui EU que as enviei"?

 

Que molusco...

link do postPor João Sousa, às 09:59  comentar

9.6.12

Paulo Campos, pobrezinho, diz que era um humilde Secretário de Estado e que a responsabilidade no escândalo das PPP foi partilhada (e tutelada) pelos Ministros das Finanças (Teixeira dos Santos) e das Obras Públicas (António Mendonça). E pelo próprio José Sócrates que presidia ao Conselho de Ministros.

 

Este Paulo Campos tem tudo para ser um sucessor de Armando Vara. Parece estar omnipresente em qualquer questão mais dúbia que envolva o anterior Governo e/ou o Partido Socialista. Nem por acaso, nesta reportagem de 2009 do Expresso sobre a farsa Magalhães, lá aparece o nome dele...

 

Eu tenho um particular asco por estas eminências pardas. Raramente tomam a linha da frente. Ficam-se por uma Secretaria de Estado, não são eles que assinam os papéis decisivos nem são eles que aparecem nas televisões. Mas são quem realmente gere a casa. São eles os olhos e ouvidos do chefe supremo, são eles a sua correia de transmissão. São eles que dão ordens ao pessoal, são eles que negoceiam os esquemas e planeiam as trafulhices. Ao fim do mês, apresentam as contas ao Ministro e uns papéis para ele assinar. E quando se trata de documentos que fedem à distância, como estas PPPs deviam feder, atafulham-nos no meio da última de quatro caixas com papelada que entregam ao ministro para que ele reveja e assine durante a noite.

 

E claro, quando se sentem acossados, cobardes como sempre são, tentam fugir, escorregadios como enguias.

 

Conhece-se uma história cinzenta, um contrato que favorece um amigalhaço, um tráfico de influências - e revirando bem as pedras, descobre-se sempre uma eminência parda lá escondida, de rabo espetado como um lacrau. Pois que se faça o mesmo que se faz aos lacraus.

link do postPor João Sousa, às 19:42  comentar

4.6.12

Aos 4:07, José Gomes Ferreira faz um retrato do socratismo:
 


Houve aqui um cinismo tão grande na construção destes contratos… Clara, deixa-me só dizer-te isto: aquele gráfico que vimos, com o impacto financeiro daquelas irresponsabilidades, levou a que até 2013 (ainda estamos em 2012) a factura não era muito alta, andava relativamente baixa; e a partir de 2013 aquilo dispara. Quem imaginou isto em 2005? Um Governo - um Partido e um Governo que pensavam ficar no poder durante duas legislaturas, acabavam no final de 2012. Isto é de um cinismo e de uma frieza atroz.

link do postPor João Sousa, às 08:39  comentar


 
subscrever feeds
Statcounter
blogs SAPO