A sério que sim
1.12.15

Os trabalhadores (serão mesmo?) do Metro irão fazer três dias de greve parcial na próxima semana, de 9 a 11. Curiosamente, são os dias a seguir ao feriado, mas não vamos lançar suspeições de conveniência. Ora é o PS que está no governo - mas não dizia o geronte Soares, ainda há meio ano, que "com o PS no governo não haveria mais greves"?

link do postPor João Sousa, às 16:58  comentar

6.5.13

Ana Avoila e a respectiva agremiação sindical dizem não aos despedimentos no sector público e à semana de 40 horas de trabalho. Qualquer "privilegiado" que trabalhe no sector privado sabe bem que está sujeito ao despedimento e, quando a semana só tem 40 horas de trabalho, festeja efusivamente. Não é, no entanto, novidade que o princípio constitucional da igualdade tem, em Portugal, as suas idiossincrasias.

 

O que me deixa num estado que oscila entre a desilusão e o desespero é o protagonismo dado a uma pessoa como Ana Avoila, mais uma personagem sinistra gerada pela bem oleada máquina sindical portuguesa, fértil na entronização de homúnculos do aparelho partidário e na sua promoção a líderes de bandos de arruaceiros, cuja única função é atrapalhar a vida a quem, de facto, trabalha.

link do postPor António Pinto, às 15:19  comentar

17.3.13

Cerca de 20.000 funcionários públicos, nomeadamente professores, polícias e trabalhadores hospitalares, protestaram ontem contra as medidas de austeridade e exigindo melhores condições salariais e de trabalho.

 

Esta manifestação não ocorreu em Lisboa, nem no Porto, nem sequer em Coimbra. Foi em Berna, Suíça. Suíça, de todos os lugares!

 

Michael Gerber, porta-voz regional dos professores do sindicato LEBE, referiu que o cantão de Berna cancelou, há seis anos, uma lei que assegurava os aumentos automáticos dos professores(!), passando estes a depender de decisões anuais do Governo regional.

 

Duas coisas me ocorrem. Primeiro: a ideia de suíços virem para a rua queixarem-se dos ordenados e das condições de trabalho faz-me sorrir. E em segundo: os sindicatos, lá, conseguem ser tão nefelibatas e irresponsáveis como os nossos.

link do postPor João Sousa, às 13:50  comentar

9.7.12

Os sindicatos de médicos vão avançar para a greve (que surpresa!) e culpabilizaram o Ministério da Saúde pelas consequências que a greve venha a ter nos utentes.

 

Maravilhoso. Os médicos fazem a greve - mas o culpado pelas consequências dessa greve é o Ministério. Isto faz-me recordar os marialvas que dão uns valentes sopapos na mulher - e depois dizem-lhe: "A culpa disto é tua".

link do postPor João Sousa, às 22:56  comentar

14.2.12

A primeira impressão que tive de Arménio Carlos foi a de uma pessoa perigosa. Quando diz que "se as medidas de austeridade em Portugal se agravarem, os cidadãos devem sair à rua e protestar, tal como os gregos os têm feito", cogito se "como os gregos" implica pilhagens, carros e prédios incendiados, pedras e cocktails molotov. Quando afirma crer "que a maior violência que está a ser imposta são as medidas de austeridade", deixo de ter dúvidas e fico com a certeza.

 

Arménio Carlos tem o olhar esgazeado e o discurso truculento dos fanáticos. A sua evidente ortodoxia quase faz, por comparação, Carvalho da Silva parecer uma pessoa moderada. E embora Eça dissesse que "em Portugal tudo faz sono - até a anarquia", acredito haver umas franjas, ébrias dos ensinamentos de Assange e Anonymous, que fremem na ânsia de um pouco de ultra-violence. Podem não ser muitos, mas para explodir um barril de pólvora basta um pequeno rastilho - e Arménio parece-me o tipo de pessoa para lhe chegar o fósforo com um sorriso de satisfação.

link do postPor João Sousa, às 12:05  comentar

24.11.11

E eis que chegou: o glorioso dia em que os sindicalistas repõem a verdade e sanam todas as injustiças sociais e laborais que assolam o país desde Junho. Cenas lamentáveis na Vimeca, na Renault, à porta da Maternidade Alfredo da Costa, nas instalações da Câmara Municipal de Oeiras, entre outros, quando os eternos e muito democráticos piquetes de greve tentam impedir os seus colegas de exercer o seu direito ao trabalho. Louçã orgulhava-se hoje, nas instalações da Autoeuropa, de que "nenhuma unidade será aqui produzida, naquela que é a maior unidade industrial portuguesa".

 

São estes os exemplos de democracia e "avanço civilizacional" que estas pessoas transmitem. Este é o país que querem. Este sim, sem garantias, sem direitos, sem nada.

link do postPor António Pinto, às 09:56  comentar

20.10.11

Existem 4 modelos essenciais de relações laborais na Europa: o nórdico, o britânico, o aplicado na Europa Central e o doce modelo mediterrânico. Este último, que faz furor em países como Grécia e Portugal, representa a mais saliente evidência de um atraso civilizacional tremendo. Os sindicatos, vistos noutros países como verdadeiros parceiros sociais, entidades de quem se pode esperar cooperação e apresentação de alternativas, estão, aqui no rectângulo, aglutinados nas poeirentas CGTP e UGT, centrais intersindicais que mais não são do que fantoches aguerridos da esquerda parlamentar, chaimites vermelhos de um exército que (felizmente!) já não existe, personificadas pelos eternos e mui enjoativos carvalho da silva e joão proença.

 

O apelo à contestação pela contestação, à greve geral, ao tumulto, é a face visível desta forma de estar, talvez útil num passado mais ou menos distante, mas completamente ultrapassada pelo tempo, pelas circunstâncias, pela classe política e pelos próprios trabalhadores. A massa crítica produtiva deste país (a verdadeiramente produtiva, não aquela "malta porreira" que se vê nas "manif's") jamais se reverá nesta forma de estar, jamais aceitará o texto já gasto da cassete, jamais pegará em cocktails molotov. Desiludam-se, portanto, os que anseiam pelo remake do sonho grego em Portugal.

 

Seguiremos o nosso caminho, honraremos os nossos compromissos e, no final, esta crise trará algo de bom: provará quão obsoletos são alguns "líderes" que temos por aí.

link do postPor António Pinto, às 10:40  comentar


 
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