A sério que sim
23.9.13

Ler, de entre toda a gente, o repugnante PSP (Pedro Silva Pereira), um cínico hipócrita por excelência, acusar Nuno Crato de ter um "sorriso cínico" e "falar de forma falaciosa", faz-me lamentar não estarmos nos idos de 1800 - quando estas coisas se resolviam na ponta de uma espada.

link do postPor João Sousa, às 09:37  comentar

31.5.13

No Diário Económico, é publicado um artigo de opinião(?) em "defesa de Lobo Xavier e Pacheco Pereira" - em que se tenta de novo impingir a ficção "a origem dos nossos males está na recusa do PEC4". Que o autor do texto seja apresentado simplesmente como Pedro Silva Pereira, Jurista, é de uma abjecção atroz.

link do postPor João Sousa, às 10:13  comentar

29.5.13

Portanto, vejamos o que temos aqui:

 

- a Globovisión é uma estação privada na Venezuela;
- sustentou, durante anos, tensões várias com o governo chavista, dando voz aos seus opositores;
- foi comprada recentemente por um grupo de empresários ligados ao poder;
- o apresentador de um programa político foi sumariamente despedido.

 

Como é bom de ver, isto não é em nada parecido com o que Sócrates tentou fazer com a TVI.

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19.4.13

Acho sempre piada quando vejo os doidinhos do AspirinaB a citarem os maluquinhos do Corporações e vice-versa (links na barra lateral, caso pretendam enojar-se). É um pouco como ver um lacrau "amigar-se" no Facebook a uma cascavel.

link do postPor João Sousa, às 13:59  comentar

28.6.12

Diz o jornal I que socialistas juntam-se a Carvalho da Silva e a bloquistas em defesa da denúncia do Memorando e da reestruturação da dívida pública. Procurei na notícia quais estes deputados socialistas: entre outros, Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, Sérgio Sousa Pinto e João Galamba. 

 

Extraordinário.

 

Estes são os senhores que querem "Resgatar Portugal para um futuro decente" - quando foi precisamente para isso que se realizaram as legislativas do ano passado. Estes cavalheiros, elementos da tropa de elite de José Sócrates, não querem "o país amarrado à troika" - quando foi precisamente José Sócrates quem a chamou e nos amarrou a ela graças aos desmandos do seu consulado. Mas mais grave ainda, esta gente indefectível de Sócrates, verdadeira congregação de culto socrático, diz querer denunciar o memorando da troika - memorando esse negociado, assinado e elogiado precisamente pelo seu líder José Sócrates.

 

Isto não é hipocrisia, não é esquizofrenia, nem sequer é demagogia. Isto é pura sacanice, a típica sacanice socrática, sempre pronta a negar aquilo a que se comprometeu. Sócrates e esta gente não são de confiança nem sequer para lhes emprestarmos 10 cêntimos.

link do postPor João Sousa, às 10:12  comentar

13.6.12

No conto de Isaac Asimov Será Que Uma Abelha Se Importa?, o personagem Kane atravessa os séculos, anónimo e discreto, provocando saltos no pensamento científico com a sua presença. Ele não tem uma acção directa nos acontecimentos, nem sequer sabe muito bem o que faz, como o faz e para quê. É apenas uma espécie de catalisador, substância que potencia uma reacção sem ser alterada por ela:

 

"Kane lembrava-se que tinha sido sempre assim, especialmente com teóricos. Quando Lise Meitner decidira procurar bário entre os elementos do bombardeamento de neutrões, Kane estava lá, caminhando por um corredor do laboratório.

 

Em 1904, andava a apanhar folhas e lixo num parque, quando o jovem Einstein passou por ele, meditando. A passada de Einstein aumentara de velocidade com o impacto de uma ideia súbita. Kane sentiu-o como um choque eléctrico.

 

Recuou ainda mais no tempo. No dia em que o jovem Newton olhara para a Lua, no alvorecer de um certo pensamento, Kane estava lá. E mais atrás ainda."

 

Isto veio-me à memória a propósito de Rui Paulo Figueiredo, deputado do PS e presidente da concelhia socialista de Lisboa. Vejamos estes três acontecimentos, na aparência afastados entre si: caso Presidência da República/espionagem de 2009; caso PPPs; caso Paulo Pereira Cristóvão. Há algum ponto de contacto entre eles? Sim, pelo menos um: a presença algures no processo de Rui Paulo Figueiredo.

 

1) Em 2009, Rui Paulo Figueiredo era, isto parece ser globalmente assumido, os olhos de Sócrates que a Presidência da República pensava estarem-lhe a fazer uma marcação estranhamente cerrada.

 

2) Rui Paulo Figueiredo é o homem que, qual Mandrake, fez aparecer do nada um putativo relatório minoritário de dentro do Tribunal de Contas que colocaria em xeque as conclusões deste sobre as PPPs. Figueiredo é o coordenador do Grupo Parlamentar do PS na comissão de inquérito às PPPs. Como em qualquer romance passado na Guerra-Fria, esse relatório minoritário chegou-lhe às mãos depositado, anonimamente, no cacifo de um deputado do PS também não identificado.

 

[A autenticidade de tal documento, entretanto cabalmente desmentido pela actuação do próprio TC, sempre pareceu altamente questionável. A ideia de alguém, anónimo e discreto, iludir a vigilância do Parlamento, entrar numa área reservada como imagino serem os cacifos da nossa deputação, depositar num deles o envelope, e sair de lá sem sequer uma abordagem, parece-me próxima da alucinação - mas incapaz, pelos vistos, de levantar um sobrolho do jornalismo de investigação.]

 

3) Rui Paulo Figueiredo é vogal do Conselho Directivo do Sporting, pertence à mesma direcção onde esteve até agora Paulo Pereira Cristóvão, e têm estado os dois entretidos numa luta intestina de poder e influência junto do presidente Godinho Lopes. Paulo Pereira Cristóvão vê-se envolvido num processo de corrupção desportiva - que pouca gente compreende para que serviu -, e mais uns desvios de dinheiro.

 

Eu sei que o país é pequeno, e que toda a gente corre o risco de conhecer toda a gente. Mas este nome, Rui Paulo Figueiredo, parece surgir com particular insistência quando são casos que envolvam recolha de informação, cuscuvilhice ou geração de desinformação. Não me surpreende, portanto, o facto de também pertencer à Maçonaria, entidade que parece surgir com igual frequência em qualquer assunto minimamente escandaloso. Não me admira também que tenha sido "irmão" de Jorge Silva Carvalho e agora estejam em Lojas rivais. Seria uma surpresa enorme se, no caso de um jornal agarrar este assunto, viesse a descobrir que Rui Paulo Figueiredo esteve de alguma forma envolvido nas fugas de (des)informação que têm alimentado o caso Relvas?

 

Ao contrário do inócuo Kane, este moço a quem Sócrates deu palco parece saber muito bem o que fazer, quando, a quem e com quem. Eu acredito em coincidências, mas também estou convencido de que quando estas ocorrem com constância e em sucessão, deixam de ser coincidência e passam a outra coisa: regra. Estarão, por uma vez, os paranóicos certos? Será, de facto, este pobre país um mero tabuleiro de xadrez onde gentinha reles se diverte nos seus joguinhos de poder, formando clubes com nomes como Mozart, Mercúrio, Brasília? Seremos nós, realmente, pasto de anões que brincam aos deuses?

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link do postPor João Sousa, às 21:28  comentar

4.6.12

Aos 4:07, José Gomes Ferreira faz um retrato do socratismo:
 


Houve aqui um cinismo tão grande na construção destes contratos… Clara, deixa-me só dizer-te isto: aquele gráfico que vimos, com o impacto financeiro daquelas irresponsabilidades, levou a que até 2013 (ainda estamos em 2012) a factura não era muito alta, andava relativamente baixa; e a partir de 2013 aquilo dispara. Quem imaginou isto em 2005? Um Governo - um Partido e um Governo que pensavam ficar no poder durante duas legislaturas, acabavam no final de 2012. Isto é de um cinismo e de uma frieza atroz.

link do postPor João Sousa, às 08:39  comentar

9.12.11

Eu gostava de dedicar algum do meu tempo a estas recentes declarações de Sócrates e às reacções dos seus apaniguados. Sempre tive curiosidade pelas manifestações de irracionalidade que, persistentemente, contrariam o título de "único animal racional" com que a nossa espécie se arroga.

 

Mas não o consigo fazer. Só consigo escrever um par de parágrafos apressados. As gentes em questão não merecem muito mais da minha atenção.

 

Sócrates disse, ou a sua claque quer dar a entender que o disse, que a dívida de um país é eterna - o que deve é ser contida dentro de limites razoáveis. Aquilo que critico não é a legitimidade desta teoria: acho-a defensável (dentro de limites). O que eu critico é ele argumentar com algo que o próprio, premeditadamente, não cumpriu: "dentro de limites razoáveis". Critico também que ele dê a entender que, em algum momento, alguém agora no poder tenha afirmado que o país devia pagar a totalidade da sua dívida com um cheque. Isto tem nomes: hipocrisia, desplante, desonestidade.

 

Sócrates comportou-se criminosamente, endividando sempre mais o Estado para a sua preservação no Poder (aumento absurdo dos funcionários públicos antes das legislativas) e para sustentar projectos de viabilidade questionável e legitimidade duvidosa. Sócrates tentou levar por diante a expressão irresponsável: "se devemos cem mil euros a um banco e não podemos pagar, estamos em apuros; se devemos dez milhões de euros a um banco e não podemos pagar, o banco está em apuros". No regabofe de velhacarias que se mostrou o seu consulado, Sócrates considerou a dívida uma coisa eterna, sim - e fê-la tender para infinito.

 

E ver a bloga socrática defendê-lo, apesar de tudo o que se passou e foi feito, tem tanto de fascinante como repulsivo - um pouco como quando eu, na minha infância, observava com fascínio os cadáveres de animais atropelados serem gradualmente consumidos pelas formigas e escaravelhos. Ver os jugulares, os corporativos, os valupis, as isabeis moreiras e os anónimos desta blogosfera defender um louco irresponsável com o grau de abnegação com que o fazem, é para mim um exercício de pura incompreensão. É ver de novo mulheres escreverem declarações de amor a Ted Bundy; é ver de novo hordas de fanáticos predisporem-se ao sacrifício ou à perpetração de atrocidades em nome de um ditador.

 

Reparem neste dislate já antigo do Valupi:

 

"[Augusto] Santos Silva esmagador é a norma. Ele tem as informações, a boa-fé e a literacia."

 

Ou nesta idiotice, lida recentemente nos comentários do AspirinaB:

 

"Ouvir Sócrates em mais um exercício de inteligência, honestidade intelectual e elementar sensatez foi um gosto."

 

Galamba, Isabel Moreira, f, Lello, Augusto Santos Silva, Vitalino Canas e anónimos da blogosfera que defendem o indefensável, justificam o injustificável: quem são estas gentes? Idiotas? Tão loucos como aquele que defendem? Desprovidos de auto-estima que se dispõem a estas figuras tristes, como um cachorro patético que abana a cauda deliciado com uma atenção distraída do dono?

 

Ou, pelo contrário, serão tão igualmente egocêntricos, incendiários que vão observar os fogos que ateiam, que colocam o seu ego acima de tudo, até do país onde nasceram, cresceram e vivem, e preferem como Lúcifer "reinar no Inferno a servir no Paraíso"?

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link do postPor João Sousa, às 13:27  comentar


 
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