A sério que sim
28.1.16

António Costa diz que esta visita da troika "não tem nada a ver com as visitas anteriores". Tem razão. As anteriores serviam para acompanhar a saída da bancarrota; esta e as próximas vão servir para acompanhar a (re)entrada em bancarrota.

link do postPor João Sousa, às 11:18  comentar

17.9.15

João Miguel Tavares escreve no Público:

Andar a discutir quem chamou a troika é, mais uma vez, iludir aquilo que deveria estar a ser discutido nesta campanha: porque é que ela veio e o que fazer para que não volte.

Passando por cima de JMT, com muita cordialidade profissional, mencionar de passagem a manchete de ontem do jornal onde escreve mas não a sua extrema criatividade, o que ele escreve é muito correcto. Mais correcto só se tivesse escrito algo como:

Andar a discutir quem chamou a troika é, mais uma vez, iludir aquilo que deveria estar a ser discutido nesta campanha: porque é que ela veio e o que fazer para que não volte. Andar ainda a discutir quem chamou a troika é garantia de que ela regressará.

link do postPor João Sousa, às 11:32  comentar

16.9.15

O Público, na sua edição de hoje, publicou uma carta de 2011 que o então líder da oposição Pedro Passos Coelho enviou ao então primeiro-ministro José Sócrates:

carta_passos_sócrates.jpg

 Anunciou a publicação desta carta com os dizeres em chamada de primeira página:

PÚBLICO revela conteúdo da carta que o líder do PSD dirigiu ao então primeiro-ministro, a 31 de Março de 2011, a exigir que pedisse apoio externo para resolver os problemas financeiros do país.

A direcção do Público concluir, a partir desta carta, que Passos Coelho está a exigir algo, só me permite concluir que a direcção do Público é constituída por analfabetos - porque a alternativa seria a direcção do Público ser constituída por um grupo de reles canalhas.

link do postPor João Sousa, às 22:05  comentar

15.9.12

Eu já antes comentei isto: quando se dá relevância às declarações de alguém, é jornalismo questionável não mencionar detalhes públicos sobre esse alguém que possam influenciar a interpretação que se lhes faz.

 

Há alguns dias, o jornal I fez um artigo sobre a organização da eventual manifestação de hoje à tarde. Nesse artigo, é-nos apresentado um dos responsáveis pelo manifesto da convocação, Luis Bernardo, como ex-jornalista.

 

Resumir o currículo deste sr. Luis Bernardo a "ex-jornalista" parece-me altamente redutor - e desinformativo. Luis Bernardo tornou-se ex-jornalista em 1997, mas tem no seu trajecto profissional alíneas muito mais recentes e que podem fazer-nos reinterpretar o seu papel nesta manifestação: Luis Bernardo foi o fidelíssimo assessor de imprensa de José Sócrates, o seu maior especialista de spin e o tal "Luis" do famoso:

 

 

Luis Bernardo era tão íntimo de Sócrates e da sua comitiva que foi enviado em Março de 2008 (a expensas do contribuinte?) para estudar in situ a campanha eleitoral de Zapatero - como preparação para a campanha das legislativas portuguesas, disputadas daí a um ano e meio(!!!). Luis Bernardo, que é militante do PS desde que saiu da adolescência, até se tornou jornalista por acaso: quando entrou para a TVI, era para escrever guiões (já então um ficcionista). Luis Bernardo é o ex-jornalista que não consegue conceber um jornalismo sem estar ligado a interesses políticos. Luis Bernardo é, afinal, o ex-jornalista que, desde que o deixou de ser, tem trabalhado como assessor para o Partido Socialista.

 

A repórter e a redação do jornal I não consideraram relevante para a notícia a referência a este rico currículo do ex-jornalista Luis Bernardo? Porquê? Será porque, se o fizessem, teriam forçosamente de perguntar:

 

O que faz o assessor de imprensa do Primeiro-Ministro que nos trouxe a troika na organização de manifestos intitulados "Que se lixe a troika"? Não acha haver aqui uma certa hipocrisia?

link do postPor João Sousa, às 10:25  comentar


 
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