A sério que sim
1.3.16

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Reversões em massa de toda e qualquer medida que reduzisse a influência do Estado na atribuição de benesses ao seu funcionalismo; compra, com o dinheiro do contribuinte, de lugares em empresas privadas; nivelação por baixo do ensino; perseguição ao governador do Banco Central; regresso à subsidiodependência dos agentes culturais; saneamento do director do CCB, etc, etc.

 

O que estamos a observar no nosso rectangulozinho com Costa, Santos Silva, Centeno, Soares, César e etc, é a História que se repete. Quando um ditador sobe ao poder, quando um líder sabe que não tem a legitimidade moral para exercer o cargo, limita-se a governar pela força e a eliminar, pela mera hipótese de uma dissonância, todos os que possam minar a ilusão de poder do "Grande Chefe", substituindo-os nos cargos de decisão por apaniguados bem amestrados.

 

O comportamento do pseudo-Ministro da Cultura João-filho-do-pai-Soares ao longo deste processo CCB é... soárico. O anafado filho-do-pai sabe que, não fosse pertencer à "família real" da nossa República, estaria votado a uma vida de insignificância no canto de um qualquer escritório de advogados a fazer reconhecimento presencial de assinaturas. Todo o achincalhamento público que praticou sobre o pretérito director António Lamas é próprio da sua figurinha: o medíocre escritor erótico; o ridículo que queria cobrir Lisboa com ladrilhos; o grunho que recordava, com um risinho boçal, as putas do Parque Eduardo VII e rejeitava o vermelho porque "para vermelho já lhe bastava as gajas uma vez por mês"; o filho do soba que gostava de mandar desaparecer o senhor guarda. Ver João Soares a liderar um Ministério da Cultura desperta-me a mesma sensação que ver uma poia a boiar num reservatório de água.

link do postPor João Sousa, às 11:57  comentar

 
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