A sério que sim
8.12.11

Estas duas notícias, publicadas recentemente, não podem ser mera coincidência:

 

José Sócrates diz que pagar a dívida é ideia de criança

 

Descobertos os maiores buracos negros de sempre

 

link do postPor João Sousa, às 00:01  comentar

7.12.11

Sócrates saiu do armário: as dívidas não se pagam!

link do postPor António Pinto, às 14:52  comentar

Primeiro, falou-se da necessidade de ajuda externa à Grécia, pronta e veementemente negada por quem de direito. Seguiu-se a ajuda externa à Grécia. Depois, falou-se da necessidade de ajuda externa à Irlanda, mais uma vez rejeitada pelas autoridades. Seguiu-se, como se sabe, a ajuda externa à Irlanda. Exactamente a mesma coisa se viria a passar com Portugal. Agora, a necessidade da moda que os "powers that be" têm vindo a ignorar é a inevitabilidade da ajuda externa a Itália e, a cereja no topo do bolo, o fim do Euro. Se a capacidade preditiva das sumidades que gerem a Economia do espaço europeu se mantiver com a precisão que a história recente nos mostra, então todos sabemos como tudo acabará.

 

Creio que está na hora de parar um pouco para pensar. A Europa entrou numa rotina incomportável de atirar com centenas de milhões de euros de um lado para o outro, como se nada significasse. São tempos loucos, nos quais líderes em transe, dominados por histerias eleitorais, vão lançando os europeus para o abismo. O sistema falhou. O actual modelo de organização política e social não responde à necessidades reais nem de pessoas nem de Estados. A partidocracia proto-democrata deu-nos algumas décadas de ilusões, que vamos pagar amargamente. Preocupam-me, acima de tudo, os movimentos anarquistas que se vão levantando do chão aqui e ali, pois no desespero até esses podem parecer uma solução às massas desvairadas. Preocupa-me Portugal, a Europa e o Mundo. Existe, dentro de cada sociedade, um insaciável desejo de destruição mútua por parte de grupos políticos, religiosos ou associados a outras classes. Não existem lideranças fortes, existem espantalhos que procuram eternizar-se agradando a uns e a outros, acabando por deixar uma pegada nefasta entre as hostes que deveriam ter protegido.

 

É o caminho errado. É o sistema errado. Quando tempo demoraremos a percebê-lo?

link do postPor António Pinto, às 11:48  comentar

6.12.11

Li algures, nem sei já em que jornal, que o Governo estaria a estudar o cenário de dissolução do Euro, mesmo que como simples hipótese académica. Imediatamente vi críticas toscas de gente situada à esquerda, gente que talvez nunca tenha sequer gostado da moeda e censura cegamente Passos Coelho (o representante actual da sua tão odiada "Direita" cujas consoantes lançam explosivamente como veneno) por qualquer opção que tome - até a farmácia onde ele compra aspirinas.

 

Mas se o Governo está, de facto, a fazer isto, eu também acho mal. Contemplar cenários alternativos, planear com antecedência? Isso é para alemães e suíços, essa gente chata e sem interesse. Permaneçamos fiéis ao nosso simpático e típico chinfrim - que tão bons resultados nos tem dado no passado.

link do postPor João Sousa, às 09:59  comentar

5.12.11

Os meus anos de ensino primário, passei-os eu numa sala já velha de décadas, onde também a minha mãe havia estudado, e até tive o privilégio de ter a mesma (excelente) professora que ela. A escola era um único edifício, como já disse velho de décadas, casas-de-banho antiquadas e uma larga escadaria interior que levava à nossa sala do primeiro piso. Nunca tivemos de interromper uma aula que fosse por chuva, vento, calor - nada.

 

O ensino preparatório, passei-o numa escola também com décadas, onde também a minha mãe estudara. Houve uma expansão de um ano para o outro, até para acompanhar a explosão demográfica que se ia registando na zona. Como todas as expansões de então com restrições temporais, foi baseada em pré-fabricados. Mas nunca - nunca! - tivemos chuva numa sala.

 

Os 7º ao 9º anos, fi-los na escola adjacente, também com décadas de existência, também já frequentada pela minha mãe e onde ainda se mantinham alguns dos funcionários que a conheceram. Tal como na escola anterior, vinha sendo ampliada com pré-fabricados até que, no meu 9º ano, estes foram substituídos por um edifício novo. Nunca choveu ou vi qualquer sinal de decrepitude nas suas paredes.

 

Nos 3 anos finais de escolaridade, frequentei uma escola em Almada, construída se não estou em erro na década de 50 ou 60, onde ambos os meus pais já tinham estudado. Era um edifício enorme, com tectos altos e largos corredores. Quase colados à estrutura, situavam-se dois ou três pequenos pré-fabricados castanhos que funcionavam como salas extra. E não, nunca choveu em qualquer das nossas salas, nem no ginásio, nem em nenhum local que eu visse.

 

Não possuíamos salas de convívio com mesas de snooker e plasmas sintonizados na MTV, nem wifis para os portáteis e smartphones, nem projectores e ecrãs interactivos nas salas, nem todos estes "avanços civilizacionais" que se dão hoje por garantidos. As bibliotecas eram salas pequenas - mas que até os mais rebeldes frequentavam com interesse - e, com sorte, havia algures uma ou duas decrépitas mesas de matraquilhos. E no entanto, neste nosso novo Portugal, neste Portugal moderninho e avançado, uma escola mete água após obras de 8,6 milhões de euros.

 

Eu vou escrever o número por extenso: 8.600.000,00€ correspondem a quase dois milhões de contos. Chove nas salas. Chove no ginásio. Os azulejos descascam. Baldes tentam conter as fugas. Isto é toda uma metáfora do país que nos foi deixado pelo louco neo-filósofo: com ares de limpinho e moderninho, na realidade a desfazer-se como um castelo de cartas.

link do postPor João Sousa, às 13:49  comentar

2.12.11

Epá... É assim... Hmmmm... Não, não consigo dizer nada acerca do assunto!

link do postPor António Pinto, às 10:15  comentar

 
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