A sério que sim
8.10.15

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Acredito que Costa esteja ainda aturdido com o resultado das eleições, tão aturdido que está a demorar a compreender que as perdeu...

link do postPor António Pinto, às 10:50  comentar

5.10.15

Ponto prévio: considero que estes resultados eram mais do que previsíveis. Partilhei esta visão em círculos próximos e chamaram-me tudo. 

 

Estou, porém, chocado (mais um que está chocado...) com o facto de o não serem para a mais bem oleada máquina da política portuguesa (porque constituída por vassalos que nunca fizeram mais nada na vida). É inacreditável a falta de ligação à terra que Costa revelou ao longo de toda a campanha. O programa que apresentou mas não conhece custou-lhe os eleitores à esquerda (que, à falta de melhor, depositaram languidamente a sua cruz no quadrado do Bloco de Esquerda, seguros da sua natural irrelevância), e o discurso mais radical, em busca do voto útil que já tinha perdido, custou-lhe o voto dos eleitores do centro que lhe poderia, de facto, dar a vitória nas eleições.

 

Costa foi, num primeiro momento, surpreendentemente ingénuo e, depois, apenas desesperado. Nunca, em momento algum, ofereceu uma alternativa ao português honesto que paga os seus impostos. E pagou por isso.

 

A pergunta do momento é: e agora? Diverti-me ontem com alguns patetas que alimentam a estapafúrdia esperança de se formar um governo que não inclui a força política mais votada. Não é surpreendente, tendo em consideração o longo histórico de assaltos ao poder e o desrespeito pelas mais elementares premissas da democracia que certas alas da esquerda sempre exibiram, com um orgulho que têm dificuldade em ocultar. Passos e Portas são bem capazes de gostar da ideia, cientes de que tal cenário lhes garantiria, num prazo mais curto do que longo, a mais confortável maioria absoluta alguma vez alcançada por uma força política em Portugal, isto se entretanto o rectângulo não se transformasse numa ditadura militarizada, ao bom estilo norte-coreano (pela minha parte, confesso, não aprecio os penteados).

 

Mas não é isto que vai acontecer. O laço já adorna o avantajado perímetro do pescoço de António Costa e só não se aperta já porque vêm aí as Presidenciais. O atrapalhado e profusamente transpirado líder socialista vê-se na contingência de viabilizar um governo proposto pela coligação (vai dizer uns disparates do tipo "eu influenciei aqui" ou "isto só foi feito porque eu exigi") até se abrir o alçapão do cadafalso (se tiver de apostar, digo que será pouco depois das Presidenciais que irão, seguramente, eleger um Presidente de direita, caso avance Marcelo ou Rio, por exemplo). Serão os quatro meses mais longos da vida do nosso bronzeado ex-edil... 

link do postPor António Pinto, às 09:55  comentar

Ai Costa, Costa... quer-me parecer que esse generoso lombo se prepara para uns açoites valentes no Rato...

link do postPor António Pinto, às 09:28  comentar

2.10.15

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No Domingo, António Costa vai perceber que ser aglutinador nada tem a ver com o facto de ser gordo.

link do postPor António Pinto, às 19:42  comentar

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E eis que, muito antes do previsto, o ensurdecedor silvo do afiar de facas toma conta do maior açougue da política portuguesa...

 

 

link do postPor António Pinto, às 19:35  comentar

22.9.15

As sondagens valem o que valem, mas valem alguma coisa. De forma unânime, vão dando empate técnico com ligeira vantagem para a coligação. As que desafinam, dão uma vitória clara da coligação. É engraçado ouvir os comentadeiros especialistas afirmando que não se pode dizer que a coligação siga na frente, pois a sua vantagem (mesmo quando ronda os 6/7%) está enquadrado no intervalo de erro da sondagem. Não deixa de ser verdade. O que também é verdade e legítimo é que se aplicarmos essa margem de erro em sentido inverso a vantagem é de 14%...

 

A única certeza que há, para já, é que António Costa vai perder as eleições. Mesmo que ganhe! E é preciso ser um político fantástico para conseguir perder as eleições, mesmo quando as ganha. Até para Costa, habituado a dizer uma coisa e o seu contrário e a deambular entre a ala mais moderada e a mais radical do PS de acordo com os ventos da conveniência, esta é uma façanha digna de registo. Perante um Governo obrigado a aplicar medidas austeritárias faraónicas e que cortou tudo o que havia para cortar, até um banco de cozinha do IKEA ganharia facilmente as eleições, com uma margem confortável. Mas o PS não elegeu como líder um banco de cozinha do IKEA. Lamentavelmente, elegeu Costa...

 

O PS convenceu-se, há cerca de dois anos, que seriam favas contadas. António Costa dedicou-se mais à purga interna e às execuções em praça pública do que a explicar aos portugueses porque poderia ser uma alternativa válida. Não o fez também porque não o é. Hoje, as pessoas veêm-se na contingência de votar na coligação. Ou de ir à praia. Ou de ficar a ver a bola. Se dúvidas houvesse, Costa tratou de as esclarecer, quando decidiu ameaçar o eleitorado...

link do postPor António Pinto, às 16:14  comentar

10.9.15

Acompanhei o enfadonho debate de ontem. Uma hora e meia sem uma única ideia para a próxima legislatura, nem de um lado nem do outro. Uma hora e meia de lavagem de roupa suja e conversas patetas acerca do passado. Uma hora e meia vazia, que nos faz arrepender de não termos estado a fazer qualquer outra coisa.

 

Costa ganhou o debate, quanto mais não seja porque conseguiu manter Passos Coelho permanentemente a reboque das suas acusações. Tomou a liderança, Passos seguiu, de forma ingénua. Explicou-se demais, normalmente mal, e acabou por não conseguir fazer passar a sua mensagem. Costa esteve agressivo e acutilante, embora raras vezes honesto, e Passos foi... passivo, talvez demasiado confortável com a tendência nas intenções de voto, que se mostra consistentemente favorável. Por isso, Passos terá entrado para não perder, para o empate. Como normalmente sucede com quem entra para empatar, perdeu.

 

Mas é importante analisar esta vitória. Costa ganhou no estilo, ganhou na postura, mas não no conteúdo. Não conseguiu, por um segundo que fosse, dissociar-se do legado socrático que paira sobre si como um fantasma inquieto, não apresentou uma única ideia ou medida concreta para os próximos 4 anos e até teve aquele deslize do "se tem saudades do eng. Sócrates vá visitá-lo e debata com ele...", de uma deselegância que nos fez recordar que estavámos, afinal, na presença de um socialista.

 

Costa ganhou, é verdade, mas foi uma vitória pífia. Dificilmente terá convencido eleitores a votar em si, simplesmente porque não apresentou qualquer alternativa viável. Dificilmente terá sido suficiente para inverter a tendência que se tem verificado nas sondagens. Fica, no entanto, o aviso a Passos Coelho. Relaxar em cima dessa tendência pode ser uma estratégia perigosa. Colar Costa ao ex-recluso 44 não chega e a procissão ainda vai no adro.

 

Falta menos de um mês. A ver vamos!

link do postPor António Pinto, às 10:31  comentar

4.9.15

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António Costa, o benevolente, olha para esta crise de refugiados como uma magnífica oportunidade para limpar as nossas florestas.

 

Logo quando achamos que já ouvimos tudo o que era possível ouvir destes paladinos da solidariedade e igualdade entre os homens...

link do postPor António Pinto, às 14:48  comentar

8.5.15

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Confesso que, após 6 meses de ausência, fico um pouco desconcertado pelo facto do objecto do meu regresso ser isto.

 

Acontece que estou farto. Totalmente farto de uma sociedade mesquinha e obtusa que se esconde por trás de um véu opaco de politicamente correcto e socialmente aceitável. Neste admirável mundo novo em que vivemos, tudo é bullying

 

Acerca deste caso, tenho uma visão diferente. Acredito que se o rapaz tivesse uma voz formidável e fosse um génio a interpretar Rihanna (?!) dificilmente teria sido chutado para o canto obscuro dos "cromos" daquele formato televisivo e ornamentado com uns adereços de que, na realidade, não precisava. Acredito, também, que fora uma qualquer distorção tremenda das suas capacidades cognitivas, o nosso cantor sabia que não teria qualquer hipótese de sequer ser ouvido pelo júri, quanto mais de ser apurado para uma próxima fase do programa.

 

O que motivou, então, a sua participação? Arrisco que o desejo de ser engraçadinho. De ocupar o tempo da produção com umas palhaçadas e de se tornar o herói improvável do agrupamento de escolas Gaia Nascente. Sucede que lhe saiu o tiro pela culatra. Mas Deus nos livre de assumir que o rapaz tem de lidar com as consequências dos seus actos. Não. Aqui e agora, é muito mais confortável dizer que foi vítima de bullying.

link do postPor António Pinto, às 14:41  comentar

25.11.14

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A decisão de Carlos Alexandre quanto à medida de coação a aplicar a José Sócrates enquanto aguarda julgamento é um sinal. Um sinal de várias coisas.

 

A primeira é expressa no fundamento da própria decisão: deixar Sócrates em liberdade representava um risco para a integridade da investigação. Ao que parece, a PGR concorda. Outra, menos expressa mas também evidente, parece apontar para o facto de haver provas incriminatórias que deixam, ao juíz, poucas dúvidas e lhe dão o à-vontade de deixar em prisão preventiva alguém com o perfil mediático do ex-PM. Também parece que a Justiça deixou de ser apenas um sorvedouro dos recursos públicos e começou, de facto, a funcionar. Sem olhar a nomes ou tendências políticas (o caso dos vistos gold ilustra na perfeição este argumento).

 

Na mesma semana em que foi publicado um estudo que mostra o que todos sabiam em relação ao Magalhães, que foi um rotundo fracasso, o seu principal vendedor voltou a colocar Portugal nas bocas do Mundo.

 

Por fim, algumas notas:

1. Panfleto de propaganda online: Câmara Corporativa (ao bom estilo Mohammed Saeed al-Sahhaf)

2. Eu bem avisava...

link do postPor António Pinto, às 10:32  comentar


 
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