A sério que sim
23.10.15

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A extrema-esquerda está finalmente a mostrar de que massa é feita. Movida não pelo desejo de dar um contributo construtivo num momento particularmente sensível da nossa história política, mas antes pela sede de vingança, sem olhar a meios, que sempre alimentou, mal disfarçada, nos seus obscuros corredores. É a mais pura anti-política.

 

Qualquer força extremista, totalmente descompassada face aos preceitos democráticos que nos guiam e orientada unicamente pelo impulso destruidor de se definir contra algo e nada mais deveria ser ilegalizada. É verdade para o nazismo e outros movimentos radicais e xenófobos, também o deveria ser para a extrema-esquerda, responsável, por esse Mundo fora, por algumas das maiores atrocidades que a humanidade conheceu. Uma força política que não recrimina de forma inequívoca e veemente o regime comunista soviético ou a selvajaria de Pyongyang não deveria existir. Simplesmente. Assumo esta opinião sem qualquer reserva.

 

Há quem goste de pensar que Portugal é um país de "esquerda". Acontece que Portugal é um país de burgueses, pseudo-burgueses e proto-burgueses. Quando juntamos estes dois ingredientes, a mistura fétida que resulta é um estilo de esquerda caviar, intimamente hipócrita. Cavaco salvar-nos-á de um governo de esquerda (ou, pelo menos, nisso quero acreditar), e é só por esse motivo que Portugal continuará a ser um país de esquerda. Nenhum país, em nenhum continente, que tenha sofrido os horrores da governação comunista é de esquerda, pelo menos de forma voluntária. O mesmo se passaria em Portugal. Perante o caos, esta pequena turba burguesa voltar-se-ia rapidamente para a direita, como já fez no passado, por bem menos.

 

PCP e Bloco, que há menos de um mês, e com uma agenda muito própria, vilipendiavam o anafado golpista Costa, são os mesmos que agora se propõem a viabilizar um governo seu. A vontade de canibalizar o PS é indisfarçável. Não simpatizo com o PS mas tenho, contrariado, de lhe reconhecer o peso que tem no centro-esquerda democrático. Está esse peso sob fogo cerrado. PCP e Bloco, mais separados do que juntos, soltaram amarras e procuram capitalizar este momento. Ao aceitar, de forma maliciosa ou ingénua, negociar com esta trupe de circo, Costa torna o voto no PS completamente inútil e, pior do que isso, perigoso. Será este o seu legado.

link do postPor António Pinto, às 17:37  comentar

14.11.12

A greve geral tornou-se um mecanismo de utilização recorrente por parte da facção terrorista do PCP. Chegaremos, em breve, a um tempo em que será convocada uma greve geral todos os meses. Perdendo em números e perdendo em atenção, nada mais resta aos peões de brega do Partido que não a organização de "piquetes de greve", cuja principal função é assegurar que o direito constitucional à greve é cumprido, enquanto que outro direito constitucional, o direito ao trabalho, é reprimido com violência sempre que as autoridades policiais não estão a olhar. Não merece, por isso, grande atenção. Confrontou-me, antes, com a evidência de um facto acerca do comunismo. Um facto que tendemos a esquecer.

 

O comunismo é um modelo de concepção socio-económico que já teve várias oportunidades, em diversos contextos, de dar provas. Que o digam os povos fustigados pelos seus horrores, levados, à laia de cobaias, aos mais baixos patamares de dignidade que a condição humana pode prever. O comunismo falhou. Falhou sempre e inapelavelmente. Falhou em termos económicos, sociais e humanos. Viveram-se, sob a égide de ditadores comunistas, alguns dos episódios mais arrepiantes que a História guarda, algo envergonhada, nos seus anais. Todos conhecemos os resultados obtidos pelos campeões vermelhos da democracia em cenários tão díspares como Cuba, Coreia do Norte, China, ex-URSS, ex-RDA ou Venezuela, por exemplo. É uma história manchada pelo vermelho do sangue, pelo sofrimento das vítimas que sucumbiram a regimes de repressão brutal, inconcebíveis à luz do Mundo moderno.

 

À nossa pequena escala, vemos que os países aflitos são, curiosamente, aqueles onde a extrema esquerda tem mais peso. Portugal e Grécia são ilustrações perfeitas deste pensamento. Países onde os princípios comunistas estão, ainda, teimosamente enraizados, como se pode constatar na lei laboral, por exemplo. Custa, muito sinceramente, perceber como é possível que facções políticas radicais de esquerda obtenham, em eleições, cerca de 20% ou mesmo 30% (caso grego) dos votos. O voto de protesto não justifica promover a eleição de pessoas oriundas de uma ideologia que produziu algumas das mais sinistras personalidades da história humana, como Estaline, Mao Tse-Tung ou Kim Il-Sung. Nada justifica! Estes ideais radicais e desnecessários no Mundo moderno deveriam, isso sim, seguir o caminho da ilegalização, à semelhança, por exemplo, do nazismo.

link do postPor António Pinto, às 14:30  comentar


 
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