A sério que sim
12.12.18

barco em ruínas.jpg

 

Com a cara-de-pau que é endémica aos motoristas que se vão revezando na condução desta gerigonça, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas (curiosa denominação, dada a falta de planeamento que existe na manutenção dos transportes públicos e a degradação crescente e visível das nossas infraestruturas) Pedro Marques disse que o governo PS já tinha investido "12 milhões de euros na recuperação de material circulante fluvial".

 

Para começar, temos o clássico embuste: o governo PS, ao contrário do que a excelência ministerial diz, não "investiu" dinheiro algum - foi o contribuinte que o pagou.

 

Mas o mais insultuoso, e é claro que o jornalismo que temos não vai pegar nestes números nem com pinças, é o ministro que tem a soberba de falar em 12 milhões de euros gastos, ao longo dos três anos de legislatura, na manutenção de um transporte que serve anualmente milhões de passageiros, pertencer ao governo que se orçamentou, para viagens que fará em 2019, com 116 milhões de euros (quase o décuplo). Por comparação, em 2018 o governo gastou 89 milhões de euros em viagens. Ou seja: os 12 milhões de euros que o governo gastou em três anos na manutenção dos cacilheiros não cobrem nem metade da diferença (27 milhões de euros) entre os orçamentos de 2018 e 2019.

 

Já agora, uma pequena comparação. No ano (2015) em que mais gastou em viagens, o governo de Passos Coelho ficou-se pelos 70 milhões de euros, nunca tendo superado os 60,4 entre 2011 e 2015.

link do postPor João Sousa, às 18:43  comentar

15.3.17

Mais uma vez se torna evidente: para António Costa, a importância de uma medida não é o seu grau de eficácia - é a sua influência nas sondagens.

link do postPor João Sousa, às 08:08  comentar

21.2.17

Segundo leio no Público, a nova proposta de lei do Governo de "combate à discriminação racial e étnica e à xenofobia" tem esta particularidade:

Na proposta também está contemplada a questão do ónus da prova: sempre que se verifique um acto racista ou xenófobo, a vítima não tem necessidade de provar os critérios que os motivaram – ou seja, presume-se a intenção discriminatória, que pode ser rebatida nas entidades competentes.

Portanto, o alegado racista (acusado) é que tem de provar que não discriminou ou que não é racista. Esta Esquerda, que sempre se contorceu como um verme com qualquer coisa que lhe cheirasse a inversão do ónus da prova em casos de corrupção ou enriquecimento ilegal, acaba de o inverter para putativas discriminações.

link do postPor João Sousa, às 14:30  comentar

23.5.16

Os apologistas da geringonça, agora cansados com as manifs (pelos vistos, o direito à indignação tem limites impostos pela mediatriz política), acodem ao governo no assunto "ensino privado" com o argumento de que o Estado não deve ter gastos redundantes. Já o contribuinte que paga compulsivamente, quer usufrua dele quer não, o ensino público, pode ter gastos redundantes.

link do postPor João Sousa, às 15:38  comentar

19.4.16

O governo propõe-se reduzir, à experiência, o imposto sobre os combustíveis em alguns concelhos perto da fronteira com Espanha. Ainda não vi nenhum dos apoiantes desta traquitana em forma de governo argumentar com a (antes) tão querida constitucionalidade.

link do postPor João Sousa, às 11:27  comentar

3.3.16

Eu explico: gralha é escrever punto em vez de pinto, ou querer escrever passado e sair passdo, ou mesmo potra quando era porta o pretendido. Todas as "gralhas" e "erratas" que vêm sendo apostas ao Orçamento de Estado que, antes de o ser, já é o seu próprio Rectificativo, não são "gralhas": são incompetência na melhor das hipóteses - ou pulhice na pior. E dados os actores desta triste comédia, inclino-me para a segunda.

link do postPor João Sousa, às 11:06  comentar

17.2.16

Enquanto leu este post, o governo reviu por duas vezes as contas do Orçamento.

link do postPor João Sousa, às 12:26  comentar

4.2.16

Em Bruxelas, um horrorizado jornalista filmou clandestinamente o pequeno choque com a realidade que as negociações do orçamento representaram para C&C (Costa e Centeno, Centeno e Costa):

link do postPor João Sousa, às 21:43  comentar


 
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