A sério que sim
31.5.12

António José Seguro relembrou ontem ter apresentado uma proposta que obriga os espiões a fazerem um período de nojo de cinco anos entre a saída dos serviços e a entrada numa empresa privada.

 

Ok, eu compreendo onde ele quer chegar com isto. Mas a minha questão é: e o que fazem os ex-espiões durante esses cinco anos? São colocados em empresas públicas? São postos nos serviços do Fisco? Vão passar esses cinco anos numa ilha deserta do Pacífico, sustentados pelo erário público? Está Seguro a invocar clássicos da ficção-científica e planeia armazéns de espiões em "animação-suspensa"?

 

Como todo o político que nunca fez nada sem ser política ou a gravitar à volta da política, António José Seguro não tem noção do tempo que cinco anos representam...

link do postPor João Sousa, às 08:48  comentar

30.5.12

Em grande medida, eu já desisti de encontrar sentido em toda esta novela Secretas/Relvas/Jorge-Silva-Carvalho/Ongoing. No meio da "informação" que é vertida copiosamente no espaço público, estou certo de haver desinformação em proporção semelhante. Aliás, todos estes dados formam um novelo tal que, provavelmente, a única instituição com ferramentas para a sua análise - é o SIS.

 

O largo exercício de hipocrisia, contudo, é daqueles que se vêm mostrar muito chocados por esta hipotética promiscuidade Secretas/Poder Político. Agem como se só agora isto existisse ou tivesse sido descoberto - quando um dos segredos mais mal guardados (e nunca seguidos) nas redacções dos jornais era o de que José Sócrates receberia, nas vésperas dos debates, relatórios das Secretas sobre os seus adversários de ocasião.

 

Já desde pelo menos o consulado socrático que reinava a convicção de que os serviços secretos teriam uma nova função na hierarquia estatal: a de super-assessoria política de alguns governantes. Na verdade, a única novidade que (cada vez mais) se parece aclarar com este episódio é a profundíssima influência que a Maçonaria consegue exercer nos círculos do poder. Sabia-se por intuição, sim - mas não me recordo de alguma vez presenciar tal desfile de nomes, datas e lojas.

link do postPor João Sousa, às 09:03  comentar

28.5.12

Temos assistido, nas últimas semanas, ao desenrolar da novela Relvas.

 

Desde o seu início, todo o tipo de personagens, algumas mais sinistras do que outras, têm passado pelos holofotes para dar a sua valorizada opinião. De Seguro a Marcelo, de Zorrinho a Louçã, de Jerónimo a Capucho, todos se têm mostrado extremamente interessados no assunto. Alguém que aterre agora no rectângulo ou alguém que tenha andado incrivelmente distraído nos últimos anos até pode pensar que episódios com secretas, tráfico de influências e outras acrobacias do género são caso virgem em terras lusitanas.

 

De facto, para que este bolo não fique sem cereja no topo, falta apenas aventar a opinião do Pinóquio e do Cardeal Richelieu da política portuguesa, Mário Soares.

link do postPor António Pinto, às 10:30  comentar


 
subscrever feeds
blogs SAPO